sábado, 29 de janeiro de 2011

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Ninguém é plenamente responsável pela felicidade de alguém. Na convivência entre duas ou mais pessoas você pode até ser um dos fatores que ajudam no encontro com a felicidade. Porém, daí ser você o elemento chave para isso já é outra coisa. Escrevo esse post porque observo nas relações humanas pessoas que depositam no outro uma imensa carga afetiva de responsabilidade para o "ser" feliz. Mera ilusão. Covardia. A felicidade é um caminho de estabilidade muito mais individual que coletivo. É também um estado de espírito.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Persistência



Se tem algo que aprendi no último ano foi ter persistência.

Entendi que meras intenções não fazem futuro. Por muito tempo fiquei apenas nas intenções. Aquela coisa do pensamento mágico, típico em adolescentes, de que "no final as coisas acontecem".

Não adianta apenas dizer que vai fazer um dia o que é para ser realizado agora. Existem períodos na vida em que não há mais tempo para os costumeiros vacilos e fraquezas. Quando você se esforça para alcançar objetivos, começa a entender um pouco mais os pragmáticos.
Um conhecido me disse "não corra demais para não virar maratonista", discordo, antes maratonista do que ficar o resto da vida, questionando-se acerca dos motivos de um dia você nem ter colocado os tênis nos pés para tentar ganhar uma corrida.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Aprendendo a ser minoria

Memorial dos Judeus (Berlim)


Existem épocas da história onde as minorias são jogadas para o canto da sociedade como algo a ser calado.

É difícil fazer parte de uma minoria.

Principalmente quando as idéias e os ideais que você acreditava finalmente estar ascendendo no mundo são sufocados por vozes de uma maioria implacável, que abafa no grito e acidez a tentativa da transformação. É lamentável ver o retrocesso na capacidade de se conviver com o que é diferente.

Senti-me essa semana assim, como voltando ao tempo do pão e circo romano. Na arena pessoas são expostas a diversas humilhações e a maioria aos gritos, bêbadas pela desgraça alheia.

Como se analisa uma sociedade? Nas teorias e teses universitárias? Sim, talvez. Mas penso que através dos livros não conseguimos nem 1% da compreensão que se pode obter na vivencia de um país, no dia a dia de um povo, nas rodas de conversa ou até mesmo observando o comportamento humano num popular programa de televisão. (O que estou dizendo aqui não é novidade, a Antropologia já estuda populações dessa forma há muito tempo).

Mas a minoria tem seu papel: o da tentativa. Movidos por uma enorme paixão elas militam por transformações e direitos. Sem minorias não existem mudanças. Sem mudanças não há história.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Sou guerreiro e minha filosofia é seguir adiante. Superar obstáculos.



Na minha vida nada é fácil. Nada mesmo.
Nunca ganhei no bingo ou em rifa, nem achei dinheiro na rua.
Não obtive nada pronto. Nem obtenho.
Deus não me dá a casa pronta, ele manda a lista de materiais ou no máximo dá algumas dicas sobre onde procurá-los.
Não tenho herança e ninguém paga minhas contas.
Nem venha me dizer que para todo mundo a vida é assim. Isso é uma grande mentira.
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Hoje, bati com a cara na porta. Mais uma vez.
Digo mais uma vez porque vindo de onde veio nem é novidade.
Furtaram-me um direito ou enganei-me na ilusão de que fariam diferente?
Nem sei.
Certo mesmo é que adversidades é o que não faltam.
Continuo seguindo.
Nem afirmar que tenho a opção de desistir poderia dizer.
Desistir é fácil. Muito Fácil.
Na minha vida nada é fácil.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Metáfora dos Heróis de Guerra das relações humanas.

Vou contar a história dos heróis de guerra anônimos:
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Um soldado andou (em sua missão) percursos de milhões e milhões de quilômetros, isso por muito tempo. Em um certo dia, ele não pode cumprir a andança por motivos justos. Foi fuzilado.

Um outro era telefonista no front. Atendia sempre todas as chamadas remetidas. Um dia por um motivo justo não atendeu. Foi queimado.

Ainda havia um outro soldado, este comprava todos os itens de segurança para as batalhas. Certo dia, faltou um item por força maior. Foi metralhado.

Esse são apenas alguns exemplos. O que todos eles tinham em comum?
Não podiam ser humanos, com erros, antes disso, deveriam ser máquinas da perfeição. O sistema era implacável. Não existia nada que pudessem fazer, nada estava certo, nada estava bom.
O soldado "perfeito" é que aquele que não reclama, apenas segue as ordens. Aceita tudo. Não pode ter projetos ou vontade própria, apenas as do sistema, que ironicamente também tem seus muitos defeitos.
Passei muito tempo sem entender, porém, cada vez mais compreendo o porque de tanta gente ter medo de entrar no exército. Uns soldados morrem, outros desertam, alguns insistem. São todos heróis, heróis de guerra.

SABE?

Sabe?
Desde de criança sou assim, não suporto ver ninguém que gosto passar por algum problema sério que me envolvo, nem que seja no meu silêncio, estou ali, sentido pelo outro. Com o tempo fui aprendendo a manter uma distância necessária para não me desestruturar, me envolver demais, porém, dependendo da proximidade ainda me abalo. (Por sinal, é assim que estou no momento).
Pior ainda são as situações que de tão complexas não se tem em vista uma solução razoável. Um conselho para você (não pra mim, pelo menos não nessa situação específica): diante desse círculo neurótico de problemas, não tenha dúvidas, o melhor é refugiar em si mesmo, deixar as questões insolucionáveis pra quem é de direito e investir no que nos faz bem.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Norah Jones - Chasing Pirates

Single de Norah Jones em seu novo albúm: THE FALL



De mansinho, Norah Jones vai mais longe
Em "The fall", Norah elimina sua faceta folk e segura uma guitarra, inserindo um fôlego novo e sofisticado à música pop

Norah Jones está à procura de inovação. Aos 30 anos, cabelos curtos e um pouco descoloridos, ela olha por um telescópio de cima de seu prédio-barco, que navega por uma Manhattan estranhamente quieta. A cena aparece em seu clipe de “Chasing pirates” (Perseguindo piratas), faixa que abre o álbum recém-lançado The fall (EMI). E eu não sei como diminuir a velocidade/Minha mente está disparada por perseguir piratas, ela canta no refrão. Apesar da atmosfera fora do comum, o vídeo é facilmente assimilável. O espectador embarca logo no delírio pop-rock da cantora e compositora americana.

“Chasing pirates” sintetiza o momento de Norah. Quando apareceu, em 2002, ela surpreendeu pela qualidade de seu pop jazzístico, sendo uma das maiores responsáveis por puxar a febre internacional das jovens cantoras que compõem. Em sete anos, Norah vendeu 36 milhões de discos, mais que qualquer outro músico nesta década. Agora, mais madura, surpreende de novo. Se fosse como suas colegas abusadas (Lily Allen, Lady Gaga etc.), a mistura do pop-rock a sua música não seria novidade. Mas estamos falando da delicada Norah e, nesse sentido, o rock poderia significar um vilão tão distante quanto perigoso.

Norah enfrentou com bravura o antagonista. Em The fall, seu quarto álbum, ela se afasta de vários traços que a consagraram. O uso econômico do piano é a mudança mais notável. Impossível não se lembrar do instrumento em “Don’t know why”, sucesso do CD Come away with me, que a projetou no cenário internacional em 2002 e lhe rendeu cinco prêmios Grammy.

Naquele ano, Norah foi apresentada como a bela filha mais velha do citarista indiano Ravi Shankar. Mas a primeira impressão logo foi desfeita ao se perceber que sua música era superior a qualquer atestado de qualidade obtido em um teste de DNA. Ao lado de Diana Krall e outras cantoras, ela representou o revival do jazz vocal, apesar de suas canções terem desdobramentos mais próximos do blues e do folk.

Em The fall, ela mantém sua relação com o jazz. Eliminou, porém, sua faceta folk. Norah se levanta e sai de trás das teclas para segurar uma guitarra. Da nova acompanhante, ela extrai melodias como se fossem transpostas do piano, no estilo de suas antigas canções, comedido o suficiente para fazer brilhar o que tem de melhor: sua voz.

Ao lado da composição, o instrumento natural de Norah é o que mais se aperfeiçoou desde que lançou seu último trabalho Not too late, de 2007 – primeiro em que ela participava da autoria de todas as canções. Em The fall, Norah controla a tendência aos sons anasalados em composições sobre relações amorosas ainda melancólicas, e ainda mais pungentes, como em “Even though” e em “Waiting”.

As mudanças na interpretação também se devem à experiência como atriz. Em 2007, Norah protagonizou o filme Um beijo roubado, do diretor chinês Wong Kar Wai, contracenando em igualdade de condições com as atrizes Natalie Portman e Rachel Weisz. Para interpretar a personagem Elizabeth, Norah foi obrigada a usar o mistério e a inocência, características de seu temperamento, como ferramentas de trabalho. Isso fortaleceu sua personalidade artística, o que fica perceptível em The fall.

Norah Jones descobriu que seu melhor vem da capacidade de seguir a si própria. Mesmo em novas parcerias. Entre outros, ela convidou o produtor Jacquire King, conhecido pelo trabalho com a banda de rock americana Kings of Leon. Percorrendo novos territórios musicais, Norah consegue, com The fall, inserir um fôlego novo e sofisticado à música pop.

Por: Mariana Shirai
Fonte:http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI105766-15220,00-DE+MANSINHO+NORAH+JONES+VAI+MAIS+LONGE.html

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Fragmentos perdidos

Era uma vez um espetáculo teatral.
Três amigos dirigiram, atuaram e escreveram uma obra.
Apesar das muitas dificuldades enfrentaram tudo e todos para alcançarem a plenitude de tão belo trabalho.
Nada os destruía.
Os pontuais conflitos de personalidade entre eles não eram capazes de deter o show.
Os invejosos muito menos.
E assim foi. Construíram com entusiasmo uma obra que lhes renderam grandes elogios e certa quantia em dinheiro. Foram tantos os aplausos. Os críticos que torciam o nariz se renderam.

Por fim, o espetáculo acabou. Cada qual seguiria com sua vida, porém, a amizade permaneceria. Para sempre lembrariam-se do extraordinário feito.

O bonito espetáculo que os três haviam criado era composto de várias cenas, porém, uma destas era parte significativa e importante da obra. Um dos criadores resolveu então patentear para si as falas desta cena.

Veio a tempestade...
Os dois outros amigos não concordaram com a decisão.
Porque você tinha de estragar tudo? Disse um.
Éramos três, batalhando dia a dia, sol a sol num objetivo tão bonito, em prol de algo tão espetacular, tomaste para si algo que era nosso, disse o outro.
Vocês brigam por tolice, ainda são os donos da obra, peguei para mim apenas algumas falas de uma única cena. Se quiserem, posso pagar a importância que lhes cabe. Argumentou.

De nada adiantou. Aquela conversa não chegou a consensos.
O que estava em jogo era o valor sentimental da união, esta, maculada por aqueles fragmentos de uma cena que custaria a perfeição de uma lembrança: da grande força que é a amizade e o companheirismo.

Cinza

Eu vejo uma imagem.
Não é amanhecer. É dia.
Não estou dormindo, nem acordado.
Há fumaça e tudo é cinza.
Lá, onde pouco se pode ver existem elementos ambíguos.
Indeterminados por muito tempo mas que agora posso melhor entender.
Você é importante, muito importante, porém no cinza existe uma tumultuada reflexão e essa é solitária.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Transgressor


Foto: Jorge
Graças a Deus!
Hoje sou odiado por alguns.
Mandarei soltar fogos por vários desses olhares atravessados.
Cantarei ao som da minha melhor canção, de felicidade, porque alguém me criticou em minha ausência.
Os meus defeitos antes tão pesados hoje estão como leves penas.
Aquela tediosa perfeição está ficando para trás!
Bom demais poder contrariar.
Ir de encontro a uma opinião que tantas vezes é a da maioria.
Ser da minoria! Oposição! Quase um petista dos anos 80 em alguns momentos.
Dizer para aquele babaca na mesa que ele é um idiota.
Fazer cara de sono para aquela professora chata.
Ser bonzinho para ser mal.
Não precisar rir para fazer a social.
Não dar a balançadinha acertiva com a cabeça para agradar os puritanos.
Contestar aquela "Verdade" que nunca existiu.
Saber que ainda bem, você pensa e idealiza as coisas de formas diferentes!
Não entrar nas regras do jogo. Poder infrigir.
Errar, errar, errar sendo você mesmo. O que você quer.
Ser um humano.
Não uma maquininha projetada para dar as melhores respostas nem posar de amiguinho de todo mundo. Contar nos dedos as amizades de verdade.
Saber que quem te ama gosta de seus defeitos. E você pode gostar dos defeitos de quem ama.
Olhar para trás e perceber o quão legal foi algumas besteiras feitas.
Do quanto se pode rir dos riscos que correu.
E ficar feliz do quanto você pode ser feliz por poder errar.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Todo o sentimento - Chico Buarque

PARA ELA
Chico Buarque "Todo o sentimento"

Preciso não dormir
até se consumar o tempo da gente.
Preciso conduzir, um tempo de te amar, te amando devagar e urgentemente.
Pretendo descobrir, no último momento
um tempo que refaz o que desfez,
que recolhe todo sentimento e bota no corpo uma outra vez.

Prometo te querer, até o amor cair.
Doente, doente...
Prefiro, então, partir, a tempo de poder a gente se desvencilhar da gente.Depois de te perder,
Te encontro, com certeza,
Talvez num tempo da delicadeza,
Onde não diremos nada;
Nada aconteceu.
Apenas seguirei
Como encantado ao lado teu.

domingo, 22 de novembro de 2009

E será?



O que pode ser pior do que uma noite de solidão? Tristeza, vazio... O interior fica como num dia frio, sem sentimentos, apenas reflexões.
Rema-se, rema-se, rema-se e nada.

Porque nós, seres humanos, vez por vez somos incapazes de ver? De quantas e quantas vezes se doa e parece não perceber? Um dia o tempo vai passar e talvez esse coração que pouco nota possa entender, que lá atrás, no passado, existia alguém fazendo de tudo para as coisas pudessem dar certo.
Mas de que vale isso? O doar é uma opção. Ninguém pediu.
Até as crianças de nossos tempos sabem que vai mal aquele que renuncia qualquer fatia de seus sonhos.
Pior do que a verdade que não é dita é aquela que aparece nos detalhes.
Naquele fechar dos olhos que poderia ser bem melhor no seu travesseiro. Mais é madrugada e você ainda está ali, longe de casa a espera que algo diferente possa acontecer.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

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Eu não sei bem o que esperar.
O futuro é uma caixinha de surpresas.
Hoje respeito apenas as vontades do presente.
São a essas que sou leal.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Anormais? ou Normais? A primeira opção.

Hoje alguém me perguntou: "o que fazer para ser alguém mais normal?". Indaguei "porque alguém desejaria ser normal?".
Me olhou então e respondeu "para ser mais feliz".
Com gargalhadas afirmei "a felicidade não está no normal, mas no anormal. A realidade é insuportável demais, precisamos de loucura em nossas vidas".



É isso mesmo.
A realidade é tantas vezes insuportável que nada melhor que a graça e as pitadas do psicodélico.
A sociedade adora normatizar tudo, enquadrar todas as coisas e ditar padrões universais.
É isso que vem causando tanta depressão e sofrimento nas pessoas. Essa realidade imposta é por demais angustiante e insustentável. São tantas metas, idealizações e procedimentos padrões que não é raro escutar pessoas que dizem chorar e não saber ao menos o porquê.
Os fardos algumas vezes são invisíveis.
O tecnicismo acorrenta a criatividade.
Por isso, viva os sonhos malucos, as alegrias expressas nos sorrisos inocentes e não programados, as fantasias e os comportamentos aparentemente mais idiotas que nos libertam dessas pressões tão racionais. O louco é o correto. A razão é louca.


terça-feira, 15 de setembro de 2009

Aqui


Não tem jeito.
A gente nunca vai estar satisfeito.
Ao contrário das nossas idealizações, as coisas nunca estarão perfeitas.
Você pode até ganhar o mundo, mas lá no coração, a gente sempre quer mais.

"Não dá pra disfarçar
Eu tento aparentar frieza mas não dá
É como uma represa pronta pra jorrar
Querendo iluminar
A estrada, a casa, o quarto onde você está
Não dá pra ocultar
Algo preso quer sair do meu olhar
Atravessar montanhas e te alcançar
Tocar o seu olhar
Te fazer me enxergar e se enxergar em mim"

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

DESABAFO


Chega.
Cansei de tamanha mediocridade.
O diálogo acabou.
É impossível querer fazer a diferença.
A diferença agora é apenas minha. Apenas minha.
Estou saindo de cena.
Não se dá para almejar qualquer melhoria numa instituição nefasta, onde a maioria dos alunos, parte dos professores e direção quase como um todo é uma grande merda. (Registro aqui algumas boas exceções).
Não há idealização de mudança que suporte tamanha passividade. Que suporte tamanha burocratização.

Sim, os termo são pesados, mas são nesses que defino a educação desse país.
A minha faculdade é apenas um reflexo dessa grande lama que se transformou a educação. Educação de capital, do dinheiro na conta, a serviço de um interesse alheio, este, distante de qualquer noção de qualidade.
Nestes quatro anos que estive próximo ao movimento estudantil obtive apenas decepções.
Sinceramente? Não vale a pena lutar por quem não deseja mudança.
Nunca deixarei de ser um homem político, isto está em meu gene, na minha essência.Ainda há muita coisa legal a se fazer nesse país.
Porém, qualquer luta perde o sentido quando você acaba isolado, com alguns poucos amigos, falando sozinhos de ideais nas quais passam longe da visão de uma grande maioria, comprometida apenas com o diploma na mão, como se isso em nossos dias fosse garantia de alguma coisa.

sábado, 8 de agosto de 2009

VIVA LA VIDA (2)

Não simule sentimentos.
Não os simule para ninguém! Em especial, para si mesmo.
Fazer de conta de que não é nada equivale a contar uma mentira para você mesmo e acreditar cegamente.
Não mude sensações. Não force um sorriso para maquiar a angústia que bate no peito, ela é um sinal das verdades incovenientes.
A verdade é que algo não está bem. Não é o fim do mundo, mas algo não está bem.
Acredite, existe alguém que deseja conversar, compreender. Esse alguém não se encontra em frente ao espelho, ele está mais intrínseco na subjetividade do que se pode imaginar.

O espírito pede socorro.
Alguém precisa ir a luta.
Alguém precisa entender. Viver a vida.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Sabe?
Me enganei.
Enganei-me por achar que faria de modo como hoje não faço.

Ingenuidade a gente achar que sabe quem é. Até tão pouco pensei que EU assim faria, quando o tempo mostrou que o EU diferente o fez.
Aqui, nas minhas ações, estão as marcas do tempo, da experiência.


Nunca me esqueço da prepotência de suas palavras "você não será assim". Quem é que sabe o que vamos ser? O que vamos nos tornar?
Hoje, espanto-me ao perceber o quão diferente as coisas podem se tornar. Me inquieta saber que as convicções sobre o futuro não se sustentam.

“Rua, espada nua, boia no céu imensa e amarela, tão redonda a lua, como flutua, vem navegando o azul do firmamento, e no silêncio lento, um trovador, cheio de estrelas...”