quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Transgressor


Foto: Jorge
Graças a Deus!
Hoje sou odiado por alguns.
Mandarei soltar fogos por vários desses olhares atravessados.
Cantarei ao som da minha melhor canção, de felicidade, porque alguém me criticou em minha ausência.
Os meus defeitos antes tão pesados hoje estão como leves penas.
Aquela tediosa perfeição está ficando para trás!
Bom demais poder contrariar.
Ir de encontro a uma opinião que tantas vezes é a da maioria.
Ser da minoria! Oposição! Quase um petista dos anos 80 em alguns momentos.
Dizer para aquele babaca na mesa que ele é um idiota.
Fazer cara de sono para aquela professora chata.
Ser bonzinho para ser mal.
Não precisar rir para fazer a social.
Não dar a balançadinha acertiva com a cabeça para agradar os puritanos.
Contestar aquela "Verdade" que nunca existiu.
Saber que ainda bem, você pensa e idealiza as coisas de formas diferentes!
Não entrar nas regras do jogo. Poder infrigir.
Errar, errar, errar sendo você mesmo. O que você quer.
Ser um humano.
Não uma maquininha projetada para dar as melhores respostas nem posar de amiguinho de todo mundo. Contar nos dedos as amizades de verdade.
Saber que quem te ama gosta de seus defeitos. E você pode gostar dos defeitos de quem ama.
Olhar para trás e perceber o quão legal foi algumas besteiras feitas.
Do quanto se pode rir dos riscos que correu.
E ficar feliz do quanto você pode ser feliz por poder errar.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Todo o sentimento - Chico Buarque

PARA ELA
Chico Buarque "Todo o sentimento"

Preciso não dormir
até se consumar o tempo da gente.
Preciso conduzir, um tempo de te amar, te amando devagar e urgentemente.
Pretendo descobrir, no último momento
um tempo que refaz o que desfez,
que recolhe todo sentimento e bota no corpo uma outra vez.

Prometo te querer, até o amor cair.
Doente, doente...
Prefiro, então, partir, a tempo de poder a gente se desvencilhar da gente.Depois de te perder,
Te encontro, com certeza,
Talvez num tempo da delicadeza,
Onde não diremos nada;
Nada aconteceu.
Apenas seguirei
Como encantado ao lado teu.

domingo, 22 de novembro de 2009

E será?



O que pode ser pior do que uma noite de solidão? Tristeza, vazio... O interior fica como num dia frio, sem sentimentos, apenas reflexões.
Rema-se, rema-se, rema-se e nada.

Porque nós, seres humanos, vez por vez somos incapazes de ver? De quantas e quantas vezes se doa e parece não perceber? Um dia o tempo vai passar e talvez esse coração que pouco nota possa entender, que lá atrás, no passado, existia alguém fazendo de tudo para as coisas pudessem dar certo.
Mas de que vale isso? O doar é uma opção. Ninguém pediu.
Até as crianças de nossos tempos sabem que vai mal aquele que renuncia qualquer fatia de seus sonhos.
Pior do que a verdade que não é dita é aquela que aparece nos detalhes.
Naquele fechar dos olhos que poderia ser bem melhor no seu travesseiro. Mais é madrugada e você ainda está ali, longe de casa a espera que algo diferente possa acontecer.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

...



Eu não sei bem o que esperar.
O futuro é uma caixinha de surpresas.
Hoje respeito apenas as vontades do presente.
São a essas que sou leal.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Anormais? ou Normais? A primeira opção.

Hoje alguém me perguntou: "o que fazer para ser alguém mais normal?". Indaguei "porque alguém desejaria ser normal?".
Me olhou então e respondeu "para ser mais feliz".
Com gargalhadas afirmei "a felicidade não está no normal, mas no anormal. A realidade é insuportável demais, precisamos de loucura em nossas vidas".



É isso mesmo.
A realidade é tantas vezes insuportável que nada melhor que a graça e as pitadas do psicodélico.
A sociedade adora normatizar tudo, enquadrar todas as coisas e ditar padrões universais.
É isso que vem causando tanta depressão e sofrimento nas pessoas. Essa realidade imposta é por demais angustiante e insustentável. São tantas metas, idealizações e procedimentos padrões que não é raro escutar pessoas que dizem chorar e não saber ao menos o porquê.
Os fardos algumas vezes são invisíveis.
O tecnicismo acorrenta a criatividade.
Por isso, viva os sonhos malucos, as alegrias expressas nos sorrisos inocentes e não programados, as fantasias e os comportamentos aparentemente mais idiotas que nos libertam dessas pressões tão racionais. O louco é o correto. A razão é louca.


terça-feira, 15 de setembro de 2009

Aqui


Não tem jeito.
A gente nunca vai estar satisfeito.
Ao contrário das nossas idealizações, as coisas nunca estarão perfeitas.
Você pode até ganhar o mundo, mas lá no coração, a gente sempre quer mais.

"Não dá pra disfarçar
Eu tento aparentar frieza mas não dá
É como uma represa pronta pra jorrar
Querendo iluminar
A estrada, a casa, o quarto onde você está
Não dá pra ocultar
Algo preso quer sair do meu olhar
Atravessar montanhas e te alcançar
Tocar o seu olhar
Te fazer me enxergar e se enxergar em mim"

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

DESABAFO


Chega.
Cansei de tamanha mediocridade.
O diálogo acabou.
É impossível querer fazer a diferença.
A diferença agora é apenas minha. Apenas minha.
Estou saindo de cena.
Não se dá para almejar qualquer melhoria numa instituição nefasta, onde a maioria dos alunos, parte dos professores e direção quase como um todo é uma grande merda. (Registro aqui algumas boas exceções).
Não há idealização de mudança que suporte tamanha passividade. Que suporte tamanha burocratização.

Sim, os termo são pesados, mas são nesses que defino a educação desse país.
A minha faculdade é apenas um reflexo dessa grande lama que se transformou a educação. Educação de capital, do dinheiro na conta, a serviço de um interesse alheio, este, distante de qualquer noção de qualidade.
Nestes quatro anos que estive próximo ao movimento estudantil obtive apenas decepções.
Sinceramente? Não vale a pena lutar por quem não deseja mudança.
Nunca deixarei de ser um homem político, isto está em meu gene, na minha essência.Ainda há muita coisa legal a se fazer nesse país.
Porém, qualquer luta perde o sentido quando você acaba isolado, com alguns poucos amigos, falando sozinhos de ideais nas quais passam longe da visão de uma grande maioria, comprometida apenas com o diploma na mão, como se isso em nossos dias fosse garantia de alguma coisa.